Arquivo de Março de 2009

História dos padrões

Enviado pelo amigo Renato Mesquita:

 

A bitola das ferrovias (distância entre os dois trilhos) nos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.

Por que esse número foi utilizado?

Porque era esta a bitola das ferrovias inglesas e como as americanas foram construídas pelos ingleses, esta foi a medida utilizada.

Por que os ingleses usavam esta medida?

Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que construíam as carroças antes das ferrovias e se utilizavam dos mesmos ferramentais das carroças.

Por que das medidas (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?

Porque a distância entre as rodas das carroças deveria servir para as estradas antigas da Europa, que tinham esta medida.

E por que tinham esta medida?

Porque essas estradas foram abertas pelo antigo império romano, quando de suas conquistas, e tinham as medidas baseadas nas antigas bigas romanas.

E por que as medidas das bigas foram definidas assim?

Porque foram feitas para acomodar dois traseiros de cavalos!

E finalmente:

O ônibus espacial americano, o SpaceShuttle, utiliza dois tanques de combustível sólido (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol, em Utah. Os engenheiros que os projetaram queriam fazê-los mais largos, porém tinham a limitação dos túneis das ferrovias por onde eles seriam transportados, os quais tinham suas medidas baseadas na bitola da linha.

 

Conclusão: O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia acaba sendo afetado pelo tamanho da bunda do cavalo da Roma antiga.

 

MORAL DA HISTÓRIA: Ainda que você trabalhe com alta tecnologia, pode ser que sua empresa
tenha o caminho definido por bundões.

1 comentário 30 de Março de 2009 às 17:27 Rafael Bortolini

Rede de Valor: um Modelo de Gestão por Processos para Empresas de Serviços

O termo Cadeia de Valor foi introduzido por Michael Porter em seu livro Competitive Advantage, em 1985. Porter argumenta que a chave para as empresas ganharem vantagem competitiva é a organização de suas atividades de forma integrada.

Paul Harmon em seu artigo, Value Chains and Other Processes publicado no site BPTrends, trata esse assunto, lembrando que Porter ainda sugeriu que a Cadeia de Valor não inclui apenas a cadeia operacional e operações de marketing e vendas, mas também processos gerais como TI, RH e gestão corporativa.

Maurício A. Santos, em Rede de Valor: um Modelo de Gestão por Processos para Empresas de Serviços publicado do site The BPM Experience, relembra que segundo o modelo da Cadeia de Valor, “os principais processos da empresa estão relacionados dentro de uma visão de causa e efeito, com o intuito de entregar ao cliente seus produtos. Estes processos, também chamados processos-chave ou processos de negócio, cobrem desde a venda do produto, passa pela sua produção e termina com a entrega do produto ao cliente. Os demais processos da empresa, dão suporte para que a mesma seja gerenciada e controlada da melhor maneira possível.”

Porém, esse modelo se aplicaria bastante a empresas de manufatura, pois possui seus processos bem definidos. Para Maurício, quando se fala em empresas de serviços essa não é a realidade.

Portanto, ele introduz o modelo de Redes de Valor segundo o qual a empresa entrega serviços continuamente a seus clientes e tem como pontos críticos a gestão do relacionamento com os clientes e a gestão da infra-estrutura adequada. Para esse modelo, os processos principais das empresas são: Processos de Gestão de Rede; Processos de Prestação de Serviços e Processos de Suporte à Operação.

Segundo Maurício, esse modelo auxilia a elaboração do modelo de gestão por processos da empresa e seu respectivo portfólio.

Adicionar comentário 27 de Março de 2009 às 11:01 Fernanda Boer

O Nível de Maturidade do Processo como Principal Fator para a Automação de Processos

Ramiro Cuentas, consultor em BPM, explica em seu artigo “The Maturity Level of a Process as a Principle Factor for Process Automation (First Pillar)” publicado no site BPMInstitute.org a importância do nível de maturidade do processo para sua automação.

A maturidade de um processo pode ser classificada em uma escala de alta, média e baixa. Alto nível indica que o processo é definido, documentado, difundido, controlado e continuamente monitorado, avaliado, e até mesmo otimizado. Nível médio significa que contém prazos definidos, documentos e difusão do processo onde os procedimentos e as atividades formalizam as práticas existentes. Por fim, baixo nível de maturidade indica falta de organização administrativa e de operação.

Um elevado nível de maturidade é considerado fundamental para a automação de um processo e sua implementação. Conhecer a definição do processo, se é difundido, revisado, e nesse caso autorizado pela alta gerência, é um importante ponto de partida.

Segundo o autor, se a realidade é um baixo nível de maturidade, o processo terá mais custos e precisará de mais tempo para ser automatizado. Já um elevado nível de maturidade no processo de automação contribui significativamente para definir corretamente o processo, medida da sua complexidade, e executar o processo automatizado no futuro.

Adicionar comentário 19 de Março de 2009 às 10:57 Fernanda Boer

Gartner afirma que empresas podem experimentar 20% de economia no primeiro ano utilizando BPM para melhorar os processos empresariais.

De acordo com a Gartner, investimentos em BPM podem proporcionar uma economia de custos de 20% logo no primeiro ano de execução. Analistas afirmam que nesse período já é possível para as empresas alcançar retorno da implementação do BPM.

Michele Cantara, Vice Presidente de Pesquisa da Gartner, afirma que o BPM torna os processos visíveis para gestores de negócios e TI, permitindo que trabalhem em conjunto e realizem mudanças de processos de maneira mais rápida e eficaz. Isso é importante, pois devido a depressão econômica as empresas precisam continuamente reduzir custos e reagir rapidamente às mudanças do mercado. A Gartner recomenda que empresas utilizem o BPM, disciplina que otimiza o desempenho de processos empresarias, para enfrentar desafios.

Porém para obter sucesso é preciso gerenciar processos de maneira correta, e enfrentar o que talvez seja o maior desafio: mudar o comportamento dos participantes do processo.

Para ler mais acesse o artigo.

 

Adicionar comentário 17 de Março de 2009 às 15:44 Fernanda Boer

Além da Sobrevivência – Crescente inovação em uma economia em declínio.

Em seu artigo Beyond Survival – Thriving on Innovation in a Down Economy publicado no site BPTrends, Laura Mooney, Vice Presidente de Comunicação Corporativa na Metastorm, traz as dificuldades enfrentadas pelas empresas, e como a inovação, as iniciativas e a TI podem ajudar nesse momento de crise.

As organizações estão enfrentando desafios e incertezas, tendo que tomar decisões que garantam sua sobrevivência durante esse período. Algumas vezes pode ocorrer de o foco ser desviado do crescimento e da inovação, porém dessa forma são desperdiçadas oportunidades de crescimento, de criação, de novas receitas e até mesmo de controle de custos.

Inovação leva a novas formas de pensar, que podem levar à criação de formas mais eficientes para desenvolver produtos e promover melhorias nos processos empresariais, reduizindo despesas e aumentando o desempenho e os resultados.

Segundo a autora, este momento pode ser aproveitado para reavaliar o uso de tecnologias e serviços de TI. O objetivo é criar uma plataforma flexível capaz de acomodar ou antecipar mudanças, enquanto minimiza perturbações que podem ocorrer nas atividade diárias. O BPM pode ser utilizado para desenvolver essa plataforma oferecendo automação, visibilidade, capacidade de auditoria, bem como a capacidade de resposta rápida às mudanças na estratégia de negócios, metas e objetivos.

A utilização do software de BPM em conjunto com a Business Process Analysis permite simular e executar um processo de negócio. Quando um processo é alterado em resposta a uma regulamentação, exigência, uma nova estratégia, ou uma pressão concorrencial, esta mudança pode ser modelada, simulada e implementada rapidamente.

Laura Mooney conclui que com a compreensão do negócio e de todos os seus recursos e bens e efetiva execução de seus principais negócios é possível produzir resultados, melhorar o desempenho, reduzir custos e permitir a inovação. Assim, a empresa poderá prosperar e se posicionar estratégicamente para tirar proveito após a crise.

Adicionar comentário às 10:54 Fernanda Boer

Bancos: O interesse em BPM

Jyoti Bhat e Jude Fernandez, em seu artigo Banking: The interest in BPM publicado no site BPTrends, afirmam que estudos de casos de BPM em bancos mostram sua popularidade. Melhora no tempo de ciclo, eficiência e redução de custos são benefícios alcançados ao se adotar o BPM em processos como: abrir conta, cumprimento de normas e suporte.

Neste artigo os autores descrevem a perspectiva dos bancos na Índia, e afirmam que cheque é um dos meios de pagamento mais favorecidos. Portanto utilizam como exemplo Cheque Truncation System (CTS), sistema para compensação de cheques. O processo inteiro envolve diversos fatores, formatos e regras, ideal para aplicação de BPM envolvendo gestão, mudança de processos, implementação de workflow, integração e definição de normas.

Adicionar comentário 12 de Março de 2009 às 11:47 Fernanda Boer

Como fazer uma iniciativa BPM

Segundo Simon Stapleton, em seu artigo publicado no site ComputerWeekly.com, projetos de BPM são muito complexos e oferecem importantes desafios de gestão. Por isso, muitos sofrem atrasos ou não conseguem alcançar os objetivos esperados.

Visando evitar esses problemas, o autor selecionou 15 ítens que devem ser considerados ao se começar uma iniciativa BPM, são eles:

  1. Executive business sponsorship
  2. Implementation without expertise
  3. Running before you can walk
  4. Reducing headcount
  5. BPM functionally
  6. Irrational decisions
  7. Choosing technology
  8. End-users
  9. Adequate support
  10. Automation
  11. Building point solutions
  12. Close-coupled integration
  13. Too much control
  14. Building a common language
  15. Enjoy your success

Para ver cada ítem detalhadamente, acesse o artigo.

Adicionar comentário 11 de Março de 2009 às 10:08 Fernanda Boer

Simulação e Otimização

No artigo The Hype about Simulation and Optimization publicado no site BPTrends, Rashid N. Khan, presidente da Leadership BPM, aborda a questão da facilidade de simulação e otimização defendida por alguns analistas.

Simulação e otimização são benefícios do BPM, uma vez que permite a visualização do desempenho do processo. Porém, para o autor seus resultados estão relacionados à qualidade dos pressupostos levantados pelos analistas de negócios para todo o processo e suas etapas.

Muitos processos de negócios passam por diversos departamento que possuem seus próprios objetivos, requisitos e estruturas. Além disso, há questões que dependem do analista de negócios como: avaliar o impacto que os resultados da otimização trará para a satisfação dos clientes e das vendas. Por isso Rashid Khan acredita que uma correta análise requer uma profunda compreesão do processo, bem como de matemática e estatística.

Qual a sua posição?

Adicionar comentário 5 de Março de 2009 às 15:05 Fernanda Boer

Magic Quadrant for Business Process Management Suits

BPMS permite o controle e a gestão de processos. É o suporte para o BPM e para a melhoria contínua, e utiliza modelos de processos para coordenar interações entre pessoas, sistemas e informações.

Este ” BPMS Magic Quadrant” revisado pela Gartner , representa uma ferramenta para análise de mercado. As posições na versão de 2009 sofreram alterações, uma vez que passou-se a basear o julgamento no suporte para quatro casos de BPM:

  • Implementação em uma Indústria ou em uma composição de processos de uma companhia;
  • Suporte para uma melhoria contínua de processos;
  • Iniciativas empresariais de transformação;
  • Redesenho de processos baseados em arquitetura orientada à serviços (SOA).

Ao traçar uma visão do mercado, foi constatado que 2008 marcou uma mudança para o BPM como uma disciplina. Empresas buscaram estabelecer BPM como um programa, e não apenas como um método e tecnologias para um projeto. Para 2009, Gartner espera que essas empresas irão consolidar suas tecnologias BPM, e que na atual crise econômica as iniciativas e os produtos para o BPM serão projetos que receberão investimentos.

Acesse o relatório Gartner Magic Quadrant for Business Process Management Suites, 2009. É necessário se registrar.

Adicionar comentário 3 de Março de 2009 às 14:42 Fernanda Boer


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