BPM não é Engenharia de Software
3 de Dezembro de 2008 às 12:04 Danielle Guimarães | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 2043
Keith Swenson publicou em seu blog Go Flow um post bastante interessante com título BPM is not Software Engineering. Ele destaca a confusão e dificuldade que algumas pessoas que freqüentam a comunidade de BPM enfrentam por entenderem que BPM é uma espécie de Engenharia de Software: ele destaca que há apenas semelhanças, porém está longe de ser a mesma coisa.
Keith Swenson é especialista em Engenharia de Software, assim fica provado que esse seu post foi escrito por alguém que conhece a fundo e não está apenas fazendo uma apologia ao BPM. Normalmente, os engenheiros de software vêem BPM apenas
como um exercício de converter um desenho em um programa executável. As etapas de um processo empresarial são interpretadas apenas como etapas de um programa.
A grande diferença é que o Business Process Management, como seu próprio nome já diz, se traduz por gestão de processos de negócio. Ou alguém já viu um processo empresarial ser gerido por um engenheiro de software? Como o autor escreveu: “Um “processo empresarial” não é um programa.” O processo empresarial se encontra apenas apoiado por um programa; porém, o processo empresarial é a meta da organização. É essencial que o BPM seja gerido por alguém que compreenda o negócio, que estabeleça estratégias para mudar o processo caso seja necessário e que saiba responder rapidamente às novas condições. Para isso, o processo precisa ser visível. Já em um software, o usuário raramente precisa saber como o programa está estruturado. Essa seria a principal diferença entre eles. O autor afirma: “BPM é projetado para os empresários, não para Engenheiros de Software”.
Já, Ismael Ghalimi em seu blog IT|Reduz manifestou-se contrário a essa afirmação, principalmente quando Swenson define “BPM puro” como a prática em que alguém faz um diagrama de negócio e esse é implementado sem nenhuma necessidade de Engenharia de Software. O autor defende que BPM reduz a necessidade de engenharia de Software, porém, cria a necessidade de uma nova engenharia: a Engenharia de Processos de Negócios.
A Cryo, ao participar do treinamento que Derek Miers veio realizar no Brasil, na semana que passou, teve a oportunidade de lhe fazer a seguinte pergunta: “as iniciativas de BPM devem ficar com a área de TI?“. Sua resposta foi “não”. Em seu blog, Derek Miers comentou o post de Swenson e manifestou opinião favorável ao seu pensamento, concordando com sua linha de raciocínio.
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Publicação arquivada em: Tecnologia, BPM, Modelagem de processos
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4 Comentários Faça seu próprio
1. Paulo Roberto Granja | 4 de Dezembro de 2008 às 09:00
Eu tendo a concordar com o Ghalimi quanto à necessidade de criar uma nova engenharia, até para reforçar a afirmação do Swenson, que o BPM é projetado para empresários e não para engenheiros de software.
No meu entendimento essa engenharia de processos de negócio vai ficar muito próxima das decisões estratégicas das empresas.
2. sergio esteves | 25 de Janeiro de 2009 às 15:09
Admitindo-se a prática das duas engenharias ( processos e software) e que ambas venham a ser apoiadas por ferramentas livres de BPM (BPMS) e MDA (FrameWork), respectivamente, quais delas oferecem maior compatibilidade - dentre as atualmente existentes?
Ou mais diretamente, se a área de TI insiste em usar MagicDraw e AndroMDA, no desenvolvimento do corporativo Sistema Integrado de Gestão (SIG), qual ferramenta livre de BPM é a mais compatível ?
Independentemente de qual qual seja a engenharia associada, é possível integrar todos os processos organizacionais (de negócio / operacional / finalísticos; de apoio; de sustentabilidade; de controle / governança; de software; etc) e suas respectivas ferramentas, em um único sistema de informação (gerencial) - SIG - já que a corporação, sendo única, com o apoio de TI busca o suporte necessário a mais ampla convergência aos seus parâmetros estratégicos, não obstante serem os seus processos pertencentes a gestões disistintas e interrelaciodos(as)?.
3. Fernando Rocha | 10 de Fevereiro de 2009 às 12:16
Vejo realmente BPM como mais abrangente do que Engenharia de software. Porém, quando os processos modelados precisarem ser automatizados através da TI é fundamental que haja total sincronismo entre ambas especificações. O ideal seria o analista de negócio modelar o negócio e o analista de sistemas (engenheiro de software) dar continuidade neste modelo com foco em TI utilizando práticas de engenharia de software, utilizando ambos a mesma notação, caso contrário, continuaremos com diferenças entre as necessidades corporativas e os sistemas implementados.
4. Luiz David | 2 de Março de 2009 às 13:21
A engenharia de software se propõe a operacionalizar projetos, da área de desenvolvimento de sistemas, com o auxílio de processos, ferramentas e técnicas, divididas e organizadas em disciplinas. Esse conceito está no swebok, e pode ser facilmente verificado.
Entendo que em alguns pontos um especialista em bpm, em algum momento vai precisar de um engenheiro de software.
Agora, acho que tem um ponto de convergência sim, segundo o próprio swebok, que trata da dsiciplina de design. BPMN, é uma forma de design, que pode ser aplicada e utilizada em engenharia de software sim.
Outras metodologias de engenharia de software, prevêem, o papel de analista de negócios. Existe uma tendência natural, que estas metdologias absorvam mais facilmente um especialista em BPM.
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