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Dia 3 do treinamento de Projetos de BPM com Derek Miers

30 de Novembro de 2008 às 22:54 Rafael Bortolini  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1017

Terminou na última sexta-feira o curso do Derek Miers no Brasil. Mas para quem perdeu, ele prometeu voltar em 2009.

O objetivo do curso “Developing a Structured Approach for BPM Project Success” foi delimitar as bases de um poderoso framework de práticas e processos para gerenciar um projeto de BPM com sucesso. Os conteúdos incluíram desde como conseguir apoio da alta direção, passando pela execução do projeto e pela mensuração de retornos. Como de praxe, algumas curiosidades:

  • Derek é um tanto cético em relação as ferramentas de simulação de processos. De acordo com ele, quem monta o modelo geralmente é suficientemente tendencioso para montar de acordo com o seu interesse ou objetivo final; ou seja, os resultados já foram escolhidos e o modelo serve simplesmente para justificar uma decisão, e não para orientar uma decisão. Além disso, é um tema ainda muito complexo e que pouquíssimas pessoas tem aptidão para desenvolver. Como comentamos na semana passada, trata-se de um recurso que muitas empresas têm mas que quase ninguém usa.
  • O autor também é a favor da idéia de que não existe ferramenta “silver bullet”, ou seja, não existe ferramenta “faz tudo” ou “canivete suiço” capaz de automatizar todos os processos da empresa. Alias, em mais de dez capítulos do seu framework de processos, somente um capítulo fala em ferramenta. A empresa deve primeiro entender os seus processos, criar uma base sólida, desenhá-los na parede ou em um papel de pão, ou em qualquer software de desenho, e depois partir para automação. E quando isso for feito, na seleção do BPMS é fundamental separar marketing dos vendors da realidade e escolher o produto que se adapte melhor a cada situação (para mais informações sobre esse assunto, olhe aqui).

Pessoalmente, esse treinamento serviu para confirmar tudo o que eu sempre defendi e aprendi na prática nos últimos anos, as vezes “apanhando” muito: BPM é uma iniciativa de negócio, a TI ajuda mas não centraliza; BPMS deve ser amigável e deve permitir o usuário de negócio controlar a vida dos processos, sendo eles os usuários finais; o uso de um software é um passo pequeno dentro de um escopo de mudança muito, muito maior; e mais importante do que desenvolver um projeto de BPM, é mantê-lo vivo anos depois.

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