Na próxima terça dia 25, estarei no Rio de Janeiro participando do interessante Grupo de Interesse de BPM da SUCESU RJ.
Será o décimo primeiro encontro do pessoal. Se estiver pela cidade, participe! Seguem os dados:
Décima Primeira Reunião do Grupo de Interesse de BPM da SUCESU-RJ
Data: 25 de Novembro de 2008 – terça-feira
Horário: de 10h00 a 13h00
Local: FIRJAN, na Av. Graça Aranha, número 1 - 13o. Andar
Link:
http://www.sucesurj.com.br/200811GI_BPM.asp
O foco deste encontro é a Otimização, Simulação e Monitoramento de Processos.
21 de Novembro de 2008 às 14:30
Rafael Bortolini
Eu odeio o BPEL. Pronto. Falei.
Para quem trabalha com BPM, sempre existiram dois times: os que adoram o BPEL e os que odeiam. É como a rivalidade Inter X Grêmio aqui no Sul, não tem como ficar em cima do muro. E todo mundo sabe que o Inter é melhor que o Grêmio…..menos os gremistas, é claro J.
Na verdade, vamos dar “nome aos bois”: no mundo, quem levanta a bandeira BPEL sempre foi a Oracle, IBM, e talvez a SAP (a SAP tá mais pra Juventude, de Caxias, meio indefinida ainda, mas no fundo gremista). O Intalio também torce para esse time, bastante. Com exceção desse último, os demais gostam porque o BPEL é uma coisa de infra-estrutura, um padrão técnico, robusto, que executa milhões de vezes a mesma coisa e vem junto com o pacotão deles. E a ferramenta fica na mão da TI, que é o foco comercial do pessoal.
Quem não gosta de BPEL são os chamados pure-play BPMS: empresas menores que esses gigantes, que desenvolveram softwares mais colaborativos, que não executam BPEL mas que foram construídos sobre casos práticos de processos interativos de clientes. A gente se enquadra nesse segmento. Nos EUA existem algumas dezenas desses softwares, aqui no Brasil, uns dois ou três.
E por quê eu odeio o BPEL? Porque eu simplesmente não consigo fazer o que eu quero no BPEL, não consigo pegar o meu modelo de negócio e executar nele. Não consigo. E você também não consegue. Nesse momento alguém pode gritar: “Aahh mas eu fiz um curso de uma ferramenta que eu desenho em BPMN e executo em BPEL”. Não é bem assim. Para processos da vida real, existem dezenas de procedimentos técnicos que devem ser realizados antes do processo conseguir executar. Um exemplo está nesse artigo. O autor desenhou um processo (simples, diga-se de passagem) em BPMN e na hora de gerar o BPEL “gerou” um processo errado. Um processo diferente do que ele tinha feito antes. Não só visualmente diferente (isso é o de menos, seria pedir demais), mas logicamente diferente. E isso sim é grave. Mas é previsível também se pensarmos na diferença estrutural dos dois modelos: bloco-estruturado (BPEL) X grapho (BPMN). Simplesmente não combina.
Por sorte, está cada vez mais claro para as empresas e consultores essas limitações. A falta de casos de sucesso é mais um fator determinante. As próprias empresas que se limitavam ao BPEL, por exemplo, estão tentando buscar alternativas mais flexíveis. Tenho certeza de que estamos em um bom caminho e teremos boas novidades nos próximos meses.
às 14:25
Rafael Bortolini
A entrevista com John Kao, especialista em inovação empresarial, divulgada pelo jornal Zero Hora, no último dia 15, vem ratificar o que há muito repetimos neste espaço: inovar é preciso! E, eu acrescentaria ainda…e ousar, também!
Segundo Kao, a receita para superar a atual crise econômica, deve passar pela INOVAÇÃO. E, isso vindo de um dos maiores especialistas no assunto, deve, no mínimo, nos fazer rever conceitos há muito estabelecidos.
Ele próprio é especialista na arte de reinventar-se: filósofo, transmutou-se em médico, tornou-se mestre e é catedrático na Harvard Business School. Como se não bastasse, é músico, pianista de jazz. E é o personagem músico que afirma: - Criar coisas novas na hora, sob demanda, é um ótimo modelo para inovação.
Com certeza, a inovação aliada à criatividade nos indicará a saída. Momentos de crise são até positivos por nos obrigarem a criar alternativas. Trazendo o foco para o momento atual, quem sabe não será esse o momento de sairmos em busca de um novo sistema financeiro?
Para Kao, “não se pode usar velhos métodos para novos problemas.”
Mas…como podemos mensurar a inovação em uma empresa? Como saber se estamos sendo criativos? Kao afirma que cada empresa pode descobrir isso sozinha. Objetivamente podemos medir rentabilidade, retorno de investimentos etc. Mas, medir as ações geradas por novas idéias, identificar os produtos gerados a partir delas, identificar talentos são procedimentos subjetivos que nos levam a descobrir o verdadeiro significado que damos ao sucesso.
A possibilidade de erro será parte do processo: nem toda nova idéia vai funcionar. Saber disso qualifica um empreendedor, pois há os que se sentem muito confortáveis em correr riscos e aceitam o fato de que algumas coisas darão errado. Outros são mais conservadores e não conseguem lidar com certa quantidade de risco. Porém, em ambas as situações a inovação estará sempre presente.
E isso vale para governos, países, empresas: é preciso descobrir alternativas para manter-se um nível aceitável de inovação.
E, a habilidade que Kao demonstra como jazzista também vale muito para as empresas: criar para fazer as pessoas felizes. O mundo corporativo tem muito a aprender!
E Kao não estão sozinho quando defende a idéia da inovação. Jorge Gerdau Johannpeter declarou: “É necessário investir em inovação na gestão, nos negócios, nos processos e no produto”.
E, para quem procura inovar, implementar um BPMS a fim de simplificar, integrar, automatizar ou até mesmo eliminar atividades que não agregam valor pode ser uma ótima solução. Através de um BPMS é possível buscar a melhoria contínua e assim, atingir soluções advindas de uma visão mais clara de como e onde inovar.
Definitivamente, aqueles gerentes que trabalham com o medo de inovar terão que mudar…ou, na pior das hipóteses, assistir ao sucesso alheio e tentar aprender com eles.
às 13:10
Danielle Guimarães