Arquivo de Setembro de 2008

Inovar

Inovar é subverter regras e princípios estabelecidos, é ousar! Parafraseando Jean Cocteau: “Nada existe de audacioso sem a desobediência às regras“.

É preciso saber a hora de inovar e, apenas Investir em P&D não é garantia de bons resultados. Claro que, para inovar, não basta apenas ter boas idéias: há que se saber o momento oportuno de implementá-las.

Um engano comum a muitos profissionais é pensar que, para fazer inovações, é necessário dispor de alto investimento financeiro. Nem sempre. Primeiramente é preciso que se mude a postura e a forma de focar os problemas – tarefa difícil para muitos profissionais que exercem o mesmo cargo por um longo período - por se encontrarem, às vezes, condicionados ao mesmo padrão de resposta para todos os problemas.

O que não conseguem prever é que, mesmo que a inovação traga algum custo financeiro, poderá resultar em benefícios muito maiores como reduzir custos operacionais, diminuir prazos de entrega do produto/serviço para o cliente (grande diferencial no mercado hoje), proporcionar maior conhecimento das atividades e flexibilidade para alterá-las com rapidez, otimizar processos, entre muitos outros fatores. Tudo isso, contribui significativamente para a satisfação do cliente, além de reduzir custos desnecessários. Assim, um investimento pode resultar em benefícios bem maiores que os valores aplicados.

Porém, antes de investir em inovações como a compra de um software, é preciso primeiro reavaliar as operações, analisar as capabilidades da empresa e por fim, criar um novo modelo operacional para só então ir em busca de um software adequado que se identifique com as reais demandas da organização.

A incapacidade para inovar é uma das principais causas de fracasso em um negócio. Hitendra Patel (gestor de inovação do Grupo Monitor na Ásia e co-autor do livro 101 Inovações Revolucionárias) citou em entrevista à Revista Exame: “A maioria das pessoas são treinadas para administrar uma empresa, mas não são treinadas para criar um novo negócio ou oportunidade”.

É equivocado pensar proteger-se apostando na paralisia: manter-se estático é um risco muito maior do que ousar, implementando mudanças! Hoje, o mercado exige inovações e, empresas como a Apple, vanguarda no mercado dos eletrônicos, estão aí para comprovar essa tese. Não é à toa que seus produtos alcançam tanto sucesso!

Adicionar comentário 25 de Setembro de 2008 às 13:33 Danielle Guimarães

Pensamento do Dia

“O padrão BPEL geralmente aplica-se melhor a processos centrados em INTEGRAÇÃO (processos que coordenam interações entre SISTEMAS ao invés de PESSOAS) pois isso está mais ligado ao intento original dessa linguagem.”

Tradução livre. Grifo nosso. Relatório “State of the Business Process Management Market 2008″, pág. 17, by Oracle Corporation - uma das empresas que mais defendem o BPEL como padrão global para o BPM

Adicionar comentário 20 de Setembro de 2008 às 14:46 Rafael Bortolini

Pensamento do Dia

“Toda mudança traz riscos, mas qual é o risco de não mudar?”

Robert Kaplan, é co-idealizador do método de gestão Balanced Scorecard (BSC) e doutor em Administração de Empresas pela Universidade de Harvard.

1 comentário 19 de Setembro de 2008 às 10:01 Danielle Guimarães

Produtividade

Muito interessante o artigo A Próxima Revolução na Produtividade publicado na revista Harvard Business Review do mês de agosto pelos autores Ric Merrifield, Jack Calhoun e Dennis Stevens onde destacam a utilização da reengenharia de processos pelas empresas há quase 20 anos afim de reduzir custos, diminuir problemas de ineficiência e aumentar a satisfação do cliente. Tais problemas são causados, quase sempre, pela falta de conhecimento e entendimento dos processos da empresa. Os autores comentam que muitas destas empresas, que participaram da Revolução da Reengenharia, atualmente, não registram mais progressos. Porém, o surgimento de novas tecnologias via web, que detalham cada atividade que compõe o processo, facilitam o conhecimento e a tomada de decisões.

Como eles afirmam: “Torna-se possível, agora, projetar muitas das atividades de uma empresa como componentes de um software – como peças de um Lego que podem ser agrupadas e separadas com facilidade”.

Dois cuidados que devemos focar são:

  • Muitos destes softwares não são adaptados para empresas brasileiras – e, um bom caminho para o sucesso é usar ferramentas que são condizentes com nossa realidade;
  • Muitas empresas adotam essa tecnologia sem primeiramente, reavaliar o desenho de seus negócios.

Os autores comentam ainda, casos de empresas que realizaram o redesenho de seus processos antes de automatizá-los. Isto veio a eliminar softwares redundantes, o que simplifica e reduz custos com processos, antes manuais, trazendo um aumento de produtividade.

Adicionar comentário 18 de Setembro de 2008 às 09:53 Danielle Guimarães

Pensamento do dia

“A perfeição não é alcançada quando já não há mais nada para adicionar, mas quando já não há mais nada que se possa retirar”.

Antoine de Saint Exupéry

Adicionar comentário 14 de Setembro de 2008 às 19:01 Rafael Bortolini

Michael Hammer, 1948-2008

Michael Hammer, considerado o pai da reengenharia e cuja obra influenciou profundamente o pensamento e a teoria de processos que hoje está em voga, faleceu no último dia 03/09, aos 60 anos.

De herói da gestão por processos a vilão do downsizing na década de 90, Hammer foi, acima de tudo, um “mal compreendido”, como podemos ver por reportagem do obituário do New York Times:

“It is astonishing to me the extent to which the term re-engineering has been hijacked, misappropriated and misunderstood,” Dr. Hammer told Time, saying that ideally, re-engineering should promote greater production and create more jobs.

Perdemos todos nós, profissionais de processos, com o falecimento desse grande pensador e escritor.

2 comentários 13 de Setembro de 2008 às 02:47 Rafael Bortolini

Gestão de Processos

Muito instigante o artigo Gerir é Criar do autor Laurent Lapierre onde ele destaca que estamos cada vez mais influenciados por estudos, teorias e conceitos no campo da gestão. Somos estimulados a gerir, além de nossos negócios, nossas vidas e nosso emocional. Amigos, família, colegas, chefes transformam-se em “clientes”, “parceiros” dos quais precisamos captar necessidades a serem atendidas. O espírito competitivo e a capacidade empreendedora passaram a ser estimulados e valorizados como qualidades fundamentais a qualquer profissão ou atividade.

A cada dia surgem novos conceitos de gerir ou até mesmo os já existentes sofrem atualizações e, precisamos destacar, muitos são sedutores. Quando lemos muitas dessas teorias, temos o ímpeto de aplicá-las confiantes nos resultados positivos que, certamente, irão trazer. Quase que diariamente, ouvimos pessoas das mais diversas áreas profissionais falarem de teorias de gestão, muitas vezes, sem conhecê-las realmente. O mais grave é quando passam a aplicá-las tipo fórmula milagrosa ou “kit-gestão”, importados de manuais ou cursos sem que tenham a menor aproximação com a sua realidade ou com os perfis das pessoas que os cercam.

Na realidade, tais modismos podem estar barrando novas possibilidades de criação e ação por impedirem que surjam soluções originais e criativas geradas no próprio ambiente a que se destinam.

Como gerir sem conhecer profundamente as atividades do processo? É preciso conhecer detalhadamente o processo da empresa ou, corre-se o risco de perder tudo o que se investiu. Mas, para isso se deve começar pelo fundamental: mapear a integração das atividades e eliminar aquelas que não agregam valor ao cliente. Devemos soltar as amarras e buscar retomar o espaço da originalidade e da criação.

Os conceitos necessitam ser contextualizados: não existem fórmulas prontas para gerir ou liderar, aplicáveis a todas as situações. Não se podem construir gestores profissionais a partir de teorias: a visão pessoal e a compreensão da realidade que advém da experiência devem constar em primeiro plano e, só então, as teorias serão bem-vindas como enriquecimento da prática. Essa deveria ser a ordem não o inverso.

O bom gestor será aquele que souber criar, dando liberdade a sua imaginação, a sua inteligência e ao seu julgamento deixando de lado modelos que não correspondem a sua realidade.

1 comentário 11 de Setembro de 2008 às 09:50 Danielle Guimarães

Nó górdio

Você já ouviu falar do nó górdio? É uma lenda do século VIII a.C. cuja mensagem é mais atual do que nunca. Vou copiar livremente a história aqui a partir da Wikipedia:

Dizia a lenda que o rei da Frígia morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o próximo rei chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um caponês, de nome Górdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus, e a amarrou com um nó a uma coluna, nó este impossível de desatar.

Górdio reinou por muito tempo, e quando morreu seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império, porém morreu sem deixar herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria toda a Ásia Menor.

Quinhentos anos se passaram sem ninguém conseguir desatar o nó, até que Alexandre, o Grande, ao passar pela Frígia ouviu a lenda e, intrigado com a questão, foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tormou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.

Alexandre, o Grande, resolveu de forma simples, concisa e eficaz um problema que já perdurava por quinhentos anos. Simplesmente observando a questão por outro prisma. Agora pense: quantos nós górdios você possui na sua empresa? Não está na hora de cortá-los?

 

10 comentários 3 de Setembro de 2008 às 10:04 Rafael Bortolini


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