As Empresas Multiunit

Na última edição da revista “Harvard Business Review”, foi publicado um artigo bastante interessante que trata sobre as dificuldades e desafios que as empresas multiunit (com mais de uma unidade) encontram. O artigo, sob o título de “A Empresa com Muitas Unidades”, foi escrito por David A. Garvin, titular da cátedra C. Roland Christensen Professor of Business Administration da Harvard Business School, e Lynne C.Levesque, consultora e pesquisadora.

Um dos primeiros pontos citados no artigo foram os desafios que estas empresas encontram na fase de implementação. Isto envolve, principalmente, a dificuldade de manter a padronização entre unidades, no intuito de tornar certos aspectos uniformes entre todas elas. Isto logo me remeteu ao Business Process Management; ora, com um processo de implementação bem definido e possivelmente controlado por um BPMS, a padronização pode deixar de ser um problema. É evidente que cada unidade necessita de um certo grau de customização para que possa se adaptar à região em que está inserida; mas o cerne cultural da empresa matriz deve ser mantido e para isto é necessário bastante cuidado.

O segundo ponto que me chamou a atenção foi a questão do “gap” existente entre as decisões estratégicas das empresas, tomadas por executivos da matriz, e a implementação realizada por gerentes de lojas, por exemplo. Assim, enquanto a matriz cria produtos, programas e direciona políticas, os gerentes são responsáveis pela execução disto em cada unidade. Um dos grandes problemas, ou desafios, citados pelos autores é a questão do controle de que o que está sendo feito é realmente o que a matriz gostaria, considerando que muitas vezes as unidades podem estar situadas em locais bem distantes da matriz. Mais uma vez acredito que o BPM possa ser de grande utilidade. Por exemplo, um Suite poderia controlar os processos de execução, fornecendo informações preciosas aos executivos da matriz de como está o andamento deste processo e se ele está sendo feito corretamente. Assim, estes executivos teriam uma clara visão do cumprimento das diretrizes traçadas por eles. Além disso, poderiam comparar o desempenho de diferentes unidades com facilidade. Com BPMS´s Web-based, isto poderia ser feito de qualquer lugar onde haja um computador e internet.

Vale ressaltar que estas empresas a que nos referimos normalmente possuem algum sistema de gerenciamento. A Staples (uma das empresas estudadas), por exemplo, como diz o artigo, utiliza o MAP (Management Action Planning, ou planejamento de ações da gerência) que informa gerentes de loja sobre novas iniciativas da empresa, prazos para alteração de displays e novos programas promocionais. De fato, esse software adiciona grande valor à atividade das unidades da Stamples, mas ainda falta alguma visão relativa a processos, como nos casos que foram citados acima. Um BPMS poderia, juntamente com o software já existente, melhorar ainda mais o desempenho das unidades de uma empresa multiunit.

Deixe uma resposta.