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O Processo de Inovação

23 de Abril de 2008 às 11:21 Mauricio Steinbruch  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 335

    É notável, hoje em dia, como o termo “inovação” vem se popularizando. Apesar de existir desde as primeiras descobertas do homem, somente na atualidade vem recebendo grande ênfase pela maioria das empresas. Certamente, essa busca pela inovação dá-se graças ao aumento da oferta e da concorrência. O que se sabe, de fato, é de que é um fator crucial para o sucesso das empresas.

    Acreditou-se durante muito tempo (e alguns ainda acreditam) que a inovação trata-se únicamente de idéias novas e brilhantes que surgem “do nada” na mente de algumas pessoas iluminadas e sortudas. Em inglês, é comum utilizar-se o termo insights para esse tipo de situação. É visível, entretanto, que algumas empresas líderes no mercado vêm tratando a inovação como um processo, que é executado de forma repetitiva e controlada (FINGAR, 2006). Estas empresas estão recebendo grande destaque graças a esta visão.

    Peter Fingar, renomado autor na área de BPM (já citado algumas vezes neste Blog), afirma que o IPM, ou Innovation Process Management, pode ser comparado com o surgimento do movimento “Total Quality”, nos anos 80, onde líderes de mercado como a Toyota, por exemplo, divulgaram a necessidade da qualidade. “Acontece que qualidade tem tudo a ver com processos. Inovação também.”

    No mesmo artigo, “Innovation´s Child” (http://bptrends.com/publicationfiles/09-07-COL-InnovationsChild-V1-Fingar-final.pdf ), Fingar ainda afirma que o processo de inovação deve ser voltado aos clientes. Porém, para que isto seja possível, é necessário que a empresa esteja próxima a estes, o que torna a flexibilidade obrigatória. Em vista disso, muitas empresas estão buscando novas maneiras de entendimento dos clientes. Como exemplo, podemos citar a utilização de blogs, wikis, a participação no Second Life, no MySpace ou no Facebook.

Nesta mesma linha, devemos ressaltar a importância do HIMS (Human Interaction Management Systems). O HIMS é fundamental para o processo de inovação, visto que evita restringir a capacidade de criação das pessoas presentes no processo, mas, pelo contrário, estimula-as. Como o processo que estamos tratando exige criatividade e interação humana, seria impossível executá-lo com sucesso sem a flexibilidade que o HIMS proporciona.

Sendo assim, pode-se inferir que as empresas que encararem a inovação como um processo que exige colaboração e não como um ato de sorte ou um surto de criatividade estarão, sem dúvidas, à frente das demais.

 

 

    
 

 

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