Arquivo de 11 de Março de 2008

HIMS: A Importância da Colaboração

O gerenciamento de processos de negócio vem sofrendo constantes mudanças ao longo dos últimos anos. Na busca por melhorias contínuas que visam oferecer aos clientes um melhor conhecimento e controle de seus processos, empresas deste setor vêm utilizando, cada vez mais, novas ferramentas que proporcionam uma união entre gestão de negócio e tecnologia da informação. Notou-se, entretanto, que para que isso fosse realizado com sucesso, era necessária uma maior integração com as pessoas que fazem parte do processo, evitando que este se tornasse puramente mecânico. Assim surge o Human Interaction Management System (HIMS).

Peter Fingar, autor do livro Business Process Management: The Third Wave (2003) juntamente com Howard Smith, descreveu, nesta obra, processos de negócio: “Um completo e dinâmico conjunto de atividades colaborativas e transacionais que entregam valor ao consumidor”. Relata, porém, no artigo The Greatest Inovation Since BPM (2007), que a indústria de tecnologia da informação tomou um caminho diferente do que propunha, focando nas atividades transacionais, deixando de lado a colaboração. O HIM, descrito inicialmente por Keith Harrison-Broninsky no livro Human Interactions (2005), tem como objetivo corrigir este desbalanceamento, focando no trabalho das pessoas.

Segundo Harrison-Broninsky, o Human Interaction Management pode ser defindo como um conjunto de princípios e padrões para estruturação, suporte e controle das práticas de trabalho dos humanos. O HIM visa proporcionar, ao invés de restringir, a participação dos humanos, estimulando a inovação e a interação entre os usuários. Além disso, o HIMS permite que os usuários saibam quem são as pessoas com as quais estão trabalhando, quais são as suas responsabilidades, etc. A comunicação é estruturada e voltada para os objetivos (”goal-directed”), de maneira a torná-la mais clara, direta e, principalmente, efetiva.

O autor Peter Fingar, no mesmo atigo já citado, descreve uma grande diferença que existe entre a colaboração implícita (sem HIMS) e a colaboração explícita (com HIMS). A colaboração implícita restringe a participação e a criatividade dos humanos, enquanto a colaboração explícita promove o contrário, facilitando a inovação e interação.

Para que a comunicação seja realizada de forma explícita, cinco princípios são necessários:

  • Visibilidade de Conexão (Connection Visibility): Para trabalhar com pessoas, é necessário que se saiba quem são elas e quais são as suas responsabilidades.
  • Mensagens Estruturadas (Structured Messaging): Se as pessoas desejam melhorar o controle de suas interações com outros, sua comunicação deve ser estruturada e orientada a objetivos.
  • Apoio ao Trabalho de Conhecimento (Support for Knowledge Work): As organizações devem aprender a gerenciar o esforço de tempo e o esforço mental que seus funcionários investem em pesquisa, comparações, considerações, decisões, e na transformação de dados em idéias e conhecimento.
  • Gerenciamento de Atividades (Supportive rather than Prescriptive Activity Management) : Representa apoio ao gerenciamento de atividades, considerando que as pessoas não sequenciam as suas atividades exatamente como o fluxograma.
  • Processos que Mudam Processos (Process that change process): As atividades humanas estão, geralmente, focadas em resolução de problemas, ou em fazer algo acontecer. O Human Interaction Management requer comprometimento dos usuários, pois estes têm grande participação nos processos.

Deve-se, também, basear o software em seis “objetos” definidos pelo Human Interaction Management (HIM): Funções, Usuários, Interações, Entidades, Estados e Atividades.

Como revela uma pesquisa realizada pela Forrester, 85% de todos os processos de negócio envolvem pessoas, o que demonstra a importância de uma maior preocupação com o papel das pessoas nos processos. O Human Interaction Management tem, como objetivo, aproximar os processos às pessoas, o que certamente poderá gerar bons resultados devido ao relevante papel que estas apresentam.

 

1 comentário 11 de Março de 2008 às 13:58 Mauricio Steinbruch


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