O mundo das siglas e padrões: Parte II - BPMN
Para quem está acompanhando nossa série de posts sobre padrões e siglas de BPM, finalmente o segundo capítulo. Acompanhe os anteriores aqui e aqui.
Existe muito material na Internet sobre o BPMN, pois trata-se do padrão mais difundido e utilizado atualmente dentro da área de BPM.
O BPMN foi desenvolvido inicialmente por uma organização composta basicamente por vendors e consultores de BPM, a BPMI (Business Process Management Initiative, http://www.bpmi.org), e foi lançado em maio de 2004. Logo, o BPMI foi incorporado à OMG (Object Management Group http://www.omg.org/) outra organização internacional que trata da especificação de uma série de padrões, entre eles o UML.
O BPMN com o tempo passou a receber apoio de diversas empresas de porte, como Microsoft, SAP, IBM e Oracle, o que com certeza ajudou na sua popularização. Ao contrário do XPDL, que analisamos antes, o BPMN é um padrão visual, isso é, ele é composto por uma série de objetos (desenhos) que são utilizados para mapear processos. Veja o exemplo abaixo de um diagrama BPMN:
Um dos objetivos do BPMN (muito nobre, pode-se dizer) é “aproximar a área de negócios e a área de TI”. Nesse sentido, o BPMN pode ser uma ferramenta eficaz de comunicação entre a área de negócios (que conheçe como funciona o fluxo de atividades) e a área de TI (que precisa automatizar esse fluxo), diminuindo os riscos de um projeto e tornando a solução final mais aderente aos objetivos de negócio. Isso significa, ao final, que tanto analistas quanto programadores deveriam ver um diagrama BPMN e entendê-lo da mesma maneira.
Quem já trabalhou com BPMN na prática, entretanto, sabe que nem tudo funciona assim. Em primeiro lugar, é muito fácil notar lendo a especificação que o BPMN foi feito por programadores, por pessoal técnico, e não por pessoal de negócio. Ou pelo menos foi feito mais por pessoal técnico. Além disso, o grande número de elementos que podem ser usados na modelagem de um processo pode tornar o fluxo confuso, e não é incomum encontrar um analista que usou ou tentou usar todos os elementos em um mesmo fluxograma, muitas vezes de maneira errada.
Por isso, a dica mais importante que fica é que, antes de começar a usar BPMN, é importante estudar a fundo a especificação e definir um set de elementos básicos, iniciais, que a empresa vai começar a trabalhar. Criar um manual de padronização interno, gerar alguns templates e comunicar a todos os analistas como a empresa irá usar o BPMN.
Mesmo com essas restrições, é inegável a importância do BPMN hoje. O jeito é contornar suas limitações e esperar a versão 2.0, que virá em 2008.
Enquanto isso, acompanhe um resumão do BPMN aqui .
1 de Agosto de 2007 @ 22:31
Desculpa, mas posso está lhe chamando por um nome errado, mas acredito que seja Rafael!
Bom, queria destacar um trecho do seu post que achei interessante:
“Por isso, a dica mais importante que fica é que, antes de começar a usar BPMN, é importante estudar a fundo a especificação e definir um set de elementos básicos, iniciais, que a empresa vai começar a trabalhar. Criar um manual de padronização interno, gerar alguns templates e comunicar a todos os analistas como a empresa irá usar o BPMN”
Eu estou desenvolvendo uma monografia no sentido de automatização de processo utilizando bpms, e na empresa que trabalho estamos começando a buscar intender sobre o assunto. MInha duvida é exatamente no que estudar para poder seguir sua dica acima! Andei que é complicado encontrar algo interessante sobre o assunto e quando se acha são coisas deslocadas…
Você teria alguma dica para o como estudar a fundo a especificação e definir um set de elementos básicos …”?
27 de Agosto de 2007 @ 20:52
[…] Em mais um post da nossa super série de artigos sobre padrões de processos, vamos falar sobre um dos mais importantes e talvez mais polêmico padrão, o BPEL. Para relembrar, já falamos sobre BPMN e sobre XPDL. […]
4 de Outubro de 2007 @ 00:21
[…] Um dos assuntos mais importantes em BPM, com certeza, é a integração entre o modelo de negócio do processo, desenhado por um analista, e o modelo de execução, gerenciado por um técnico. Para grande parte das plataformas e projetos hoje, é integração entre o desenho BPMN e a execução BPEL do processo. O fato é que, apesar do que vemos com grande destaque no mercado, essa integração não é nada, nada, nada simples e direta, dando origem ao conhecido problema de round-tripping. […]
6 de Outubro de 2007 @ 16:17
[…] Você, que está usando o Windows Workflow Foundation – WWF para desenvolver algumas aplicações orientadas a processos, usando o “Sequential Workflow”, já notou que ao tentar desenhar um fluxo como o abaixo, desenhado usando BPMN, não consegue? […]
13 de Dezembro de 2007 @ 23:44
[…] O trabalhou durou exatos 9 meses mas o resultado foi excepcional: usando Ajax, XML e Javascript conseguimos desenvolver um ferramenta de desenho de processos que funciona em qualquer browser, sem plugins ou instaladores, totalmente interativa e ainda seguindo o set BPMN. Coisa que muitas empresas internacionais não conseguiram ainda. […]
19 de Junho de 2008 @ 11:52
Não consegui usar o link do resumão de BPMN, poderia me mandar?
3 de Julho de 2008 @ 00:37
[…] O interessante dessa certificação é que ela é orquestrada pela OMG, uma instituição internacional que, entre outras coisas, controla o UML, o BPMN e o BPMM. Nada mal, hein? Acredito que não poderia haver um sponsor melhor. […]