Imperdível o artigo “A auditoria de processos” de Michael Hammer (pai da reengenharia) , na Harvard Business Review de abril de 2007 (volume 85, número 04). Vale a pena comprar a revista.
Hammer faz um balanço sobre cases de implantação de gestão de processos que acompanhou e detalha as bases do PEMM - Process and Enterprise Maturity Model, um modelo para gestão da maturidade dos processos em grandes organizações. Ao contrário do CMMI, por exemplo, o PEMM tem aplicação em todos os processos das empresas, o que Hammer demonstra com o exemplo prático da aplicação em várias organizações de grande porte, como Michelin, Shell e Tetra Park.
25 de Junho de 2007 às 01:50
Rafael Bortolini
Recentemente li em um blog americano o seginte trecho, traduzido livremente:
O BPDM, especificação para armazenamento de processos baseada em XMI, está sendo desenvolvido pela OMG e irá provavelmente concorrer com o XPDL, construído em XML e desenvolvido há anos pela WFMC.org. Ambos são padrões compatíveis com BPMN e necessários para as ferramentas de BPM, ou BPMS. Não concorrem, entretanto, com o padrão BPEL, focado na orquestração de webservices.
Puxa quantas siglas! É notório que na área de TI criam-se novas siglas diariamente, mas quando falamos em tecnologia voltada a BPM, a confusão e o número de padrões e siglas está beirando o exagero.
Entre essas siglas, as que representam “padrões” são a confusão maior. Isso pois “padrão” deveria ser algo de consenso, alguma tecnologia comprovadamente útil e de larga aceitação e cuja implementação ajude a melhorar a comunicação dos processos de negócio das empresas internamente e externamente.
A realidade é diferente. Um padrão pode ser mais difundido simplesmente porque uma grande empresa do setor o adotou e acaba forçando toda uma cadeia de fornecedores menores abaixo a adotar também. Daqui a alguns anos, outra organização lança outro padrão, muda tudo e dificulta novamente a comunicação.
Por isso tudo, adotar padrões é legal, mas isso deve ser muito bem avaliado. A longo prazo, o padrão escolhido, por uma decisão feita muito longe daqui, pode simplesmente desaparecer ou ser superado por um “padrão melhor”. E na área de BPM, onde nada está consolidado ainda, o risco é maior.
Por isso, vamos buscar, em uma série de posts daqui para frente, resumir algumas siglas e alguns padrões de BPM, focando na sua utilidade hoje e no que o mercado indica para o futuro.
Quem quiser contribuir com sua opinião sobre cada padrão, será muito bem vindo! É só deixar um comentário.
às 01:34
Rafael Bortolini