Arquivo de Junho de 2007
Seguindo em nossa série de posts sobre padrões e siglas de BPM, vamos começar o assunto falando de um dos padrões mais antigos, o XPDL .
O XPDL, atualmente na versão 2.0, é desenvolvido pela WfMC e é um padrão técnico. Isso significa que somente precisa conhecer a fundo o XPDL programadores, técnicos e desenvolvedores de ferramentas de BPM.
O XPDL, na prática, é um arquivo XML, que segue uma estrutura pré-determinada, e que representa o desenho de um fluxograma. Isso mesmo, o fluxograma que você desenha em uma ferramenta de modelagem pode ser representando através de um arquivo, ou melhor, salvo em um arquivo. No caso, o arquivo XPDL. Por isso, diz-se que o XPDL é um padrão de “armazenamento” do processo.
Dentro do arquivo XPDL, estarão representados os elementos que você desenhou assim como as conexões entre os elementos. No XPDL, por exemplo, está marcado que a tarefa “Comprar produtos” do seu fluxograma está na posição X e Y do diagrama do processo, e que ela está conectada à tarefa “Receber produtos comprados”.
Para que preciso do XPDL? Com o XPDL, após desenhar um fluxograma em uma ferramenta, posso salvá-lo em arquivo e importá-lo em outra ferramenta, de outro fornecedor, mantendo a forma e estrutura do desenho.
Mas o XPDL pode representar qualquer fluxograma? Não. A versão atual do XPDL é compatível com fluxogramas usando notação BPMN (que será tópico de um próximo post).
Apesar de pouco comentado, o XPDL é um dos padrões de processos mais utilizados e que possui maior número de implementações em ferramentas. Entretanto, a importância do XPDL vem diminuindo nos últimos tempos, suplantado por padrões mais atuais ou por empresas e analistas que o consideram desatualizado.
A médio prazo, ele terá um grande embate com o BPDM (aguarde próximo post…) um padrão concorrente que está sendo desenvolvido e que virá com grande força.
Veja um exemplo de XPDL aqui
28 de Junho de 2007 às 14:55
Rafael Bortolini
Imperdível o artigo “A auditoria de processos” de Michael Hammer (pai da reengenharia) , na Harvard Business Review de abril de 2007 (volume 85, número 04). Vale a pena comprar a revista.
Hammer faz um balanço sobre cases de implantação de gestão de processos que acompanhou e detalha as bases do PEMM - Process and Enterprise Maturity Model, um modelo para gestão da maturidade dos processos em grandes organizações. Ao contrário do CMMI, por exemplo, o PEMM tem aplicação em todos os processos das empresas, o que Hammer demonstra com o exemplo prático da aplicação em várias organizações de grande porte, como Michelin, Shell e Tetra Park.
25 de Junho de 2007 às 01:50
Rafael Bortolini
Recentemente li em um blog americano o seginte trecho, traduzido livremente:
O BPDM, especificação para armazenamento de processos baseada em XMI, está sendo desenvolvido pela OMG e irá provavelmente concorrer com o XPDL, construído em XML e desenvolvido há anos pela WFMC.org. Ambos são padrões compatíveis com BPMN e necessários para as ferramentas de BPM, ou BPMS. Não concorrem, entretanto, com o padrão BPEL, focado na orquestração de webservices.
Puxa quantas siglas! É notório que na área de TI criam-se novas siglas diariamente, mas quando falamos em tecnologia voltada a BPM, a confusão e o número de padrões e siglas está beirando o exagero.
Entre essas siglas, as que representam “padrões” são a confusão maior. Isso pois “padrão” deveria ser algo de consenso, alguma tecnologia comprovadamente útil e de larga aceitação e cuja implementação ajude a melhorar a comunicação dos processos de negócio das empresas internamente e externamente.
A realidade é diferente. Um padrão pode ser mais difundido simplesmente porque uma grande empresa do setor o adotou e acaba forçando toda uma cadeia de fornecedores menores abaixo a adotar também. Daqui a alguns anos, outra organização lança outro padrão, muda tudo e dificulta novamente a comunicação.
Por isso tudo, adotar padrões é legal, mas isso deve ser muito bem avaliado. A longo prazo, o padrão escolhido, por uma decisão feita muito longe daqui, pode simplesmente desaparecer ou ser superado por um “padrão melhor”. E na área de BPM, onde nada está consolidado ainda, o risco é maior.
Por isso, vamos buscar, em uma série de posts daqui para frente, resumir algumas siglas e alguns padrões de BPM, focando na sua utilidade hoje e no que o mercado indica para o futuro.
Quem quiser contribuir com sua opinião sobre cada padrão, será muito bem vindo! É só deixar um comentário.
às 01:34
Rafael Bortolini
Você já ouviu falar do Paul Andrew?
Paul Andrew é um gerente de produtos da Microsoft, em Redmond, USA, especialmente responsável pelo Windows Workflow Foundation e pela utilização dessa tecnologia em outros produtos da Microsoft.
Em um post em seu blog não muito antigo (janeiro de 2007) , ele explica o que é e o que não é o WWF, e para que serve. Muito interessante.
Vamos fazer uma tradução livre:
WWF é uma tecnologia de desenvolvimento de software
- É um modelo de programação, engine e ferramentas para construir software baseados em Workflow para o Windows
- Fornece aos programadores uma ferramenta orientada de mais alto nível, mas ainda assim integrada ao código .NET
- É seriamente extensível para permitir um grande número de projetos de softwares que requerem execução de processos e execução de lógicas de negócio
- É focada no desenvolvimento de produtos da Microsoft e produtos externos também
- Está sendo usada em diversos produtos da Microsoft há algum tempo.
WWF não é um produto
- O WWF não possui um servidor de aplicações próprio, você deve construir um ou usar o IIS
- O WWF não tem ferramentas de administração, relatórios, sistemas de gerenciamento ou monitoramento. A Microsoft fornece alguns samples para você programar os seus.
- O desenhador de processos é para uso focado de desenvolvedores e não de analistas de negócio.
- O WWF não possui ferramentas para usuários finais. É focado nas necessidades dos programadores
Por último, o mais importante:
O WWF não é um produto para usuários finais
O WWF não é uma solução de BPM
19 de Junho de 2007 às 01:51
Rafael Bortolini
Você não precisa investir milhares de reais em uma ferramenta de BPM se o seu objetivo é simplesmente mapear os processos de sua empresa para prover melhor entendimento do fluxo de informações e, quem sabe, propor melhorias nos processos de negócio.
A ferramenta que eu sempre recomendo para para iniciar os trabalhos é o Microsoft Visio. Sim, existem diversas ferramentas gratuitas similares no mercado mas você vai se surpreender com o preço de licenciamento do Visio, que é bem aceitável. Além disso, se você usa o Office, já estará com tudo integrado. Existe até uma lenda que na Alemanha usa-se mais o Visio do que o PowerPoint, 2 pessoas diferentes já me passaram ela
.
O contraponto é que as versões anteriores ao Visio 2007 não possuem a notação BPMN integrada. Mais isso se resolve com um add-in do Visio, como esse http://www.orbussoftware.com/bpmn.aspx . É gratuito e traz todo o poder do BPMN para o seu Visio 2002 ou XP. Você pode encontrar também outros stencils gratuitos na Internet, colabore conosco e deixe um comentário com seus achados.
Para usuário do Visio 2007, uma dica: dentro do painel de elementos gráficos, no campo de pesquisa (Search for Shapes) digite “BPMN” e mande pesquisar. Só então o BPMN vai aparecer para você.
às 01:25
Rafael Bortolini
Fantástico o post de nosso amigo Hélio Pereira (http://bpmsbrasil.blogspot.com) sobre a dificuldade atual de algumas empresas explicarem BPM (http://bpmsbrasil.blogspot.com/2007/05/bpm-o-inexplicvel.html)
O exemplo que ele deu do Vale do Sílicio é correto, porém a versão que eu aprendi é que você tem que explicar o seu negócio em 45 segundos. Senão, você não sabe o que está vendendo.
4 de Junho de 2007 às 09:45
Rafael Bortolini