Mapear processos é um meio, e não um fim
25 de Abril de 2007 às 21:47 Rafael Bortolini | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 2148
O mapeamento e modelagem de processos de negócios é uma atividade que cresce cada dia mais. Muitas vezes, entretanto, quando vamos iniciar um projeto de BPM em um cliente, ele nos comenta que já possui alguns de seus processos revisados e mapeados e que assim podemos pular para a fase de automação.
O mesmo ocorre quando o mapeamento foi feito por uma empresa especializada mas totalmente desconectado do projeto de automação.
É claro, quando começa o trabalho técnico de transformar os fluxogramas desenhados em sistemas dentro de uma ferramenta de BPM uma série de questões e dúvidas aparecem. As coisas parecem não fazer sentido e falta muita informação. Esse GAP entre a modelagem e a execução ocorre pois a modelagem é um meio que visa um fim, e não um fim. Ou seja, se meu objetivo final é automatizar, a modelagem vai seguir algumas regras e procedimentos. Se meu objetivo do projeto é entendimento ou melhoria, o desenho dos fluxogramas seguirá outras regras. Se meu objetivo é ISO, …..
Para cada fim almejado, um produto diferente sairá do mapeamento. E isso ocorre independente da notação que foi usada no desenho (BPMN, etc.) , e está atrelado, entre outras coisas, ao grau de detalhamento e visão do processo que está sendo trabalhado.
Isso não significa, nem de longe, que não possamos contratar fornecedores diferentes para cuidar de cada etapa. Mas significa que esse pessoal deve conversar antes, durante e depois do projeto.
ps.: na verdade, “automatizar”, “revisar”, ou “entender” também não são fins. São meios que levam aos fins reais, como diminuir custos, aumentar vendas, melhorar a qualidade, melhorar a produtividade, etc.
Publicação arquivada em: BPM, BPMN, Modelagem de processos
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3 Comentários Faça seu próprio
1. Nicir | 10 de Abril de 2008 às 12:27
Qual a diferença entre: Mapeamento e Modelagem?
2. Nicir Maria | 26 de Junho de 2008 às 15:56
“Mapear processos é um meio, e não um fim”.
Algumas organizações públicas têm confundido muito esta afirmação. Buscam o mapeamento como um fim, sem falar das definições que fazem sobre a modelagem.
A diversidades de ferramentas oferecidas no mercado, trazem embutidas metodologias próprias, que de certa forma concorrem nas definições básicas de modelagem e mapeamento de processos, e induz que o mapeamento é um fim não um meio.
Definir processos, atividades, tarefas, pode ser simples. O que falta são conceitos de modelagem e mapeamento no que tange as classificações e as hierarquias dos processos nas organizações. Não se encontra com facilidade métodos claros sobre classificação e hierarquização de processos, que são princípios mínimos para de construir a cadeia de valor entre os processos, apenas uma forma de decomposição entre macroprocesso, processo, subprocesso, etc., que a meu ver se confundi com a hierarquia dos processos.
Estamos buscando estudos nesta tema.
3. BPM HOJE » Blog Arc&hellip | 11 de Agosto de 2008 às 00:57
[…] Mapear (desenhar) um processo é um meio, e não um fim. Isso está mais que provado e discutido. Antes de iniciar o desenho de um processo, ou mesmo uma iniciativa de processos, tenho que me perguntar: “OK, processos. Mas para quê quero processos? Qual é o objetivo do meu desenho, do meu mapeamento, da minha modelagem?”. Algumas respostas poderiam ser, entre outras: […]
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