Mapear processos é um meio, e não um fim
O mapeamento e modelagem de processos de negócios é uma atividade que cresce cada dia mais. Muitas vezes, entretanto, quando vamos iniciar um projeto de BPM em um cliente, ele nos comenta que já possui alguns de seus processos revisados e mapeados e que assim podemos pular para a fase de automação.
O mesmo ocorre quando o mapeamento foi feito por uma empresa especializada mas totalmente desconectado do projeto de automação.
É claro, quando começa o trabalho técnico de transformar os fluxogramas desenhados em sistemas dentro de uma ferramenta de BPM uma série de questões e dúvidas aparecem. As coisas parecem não fazer sentido e falta muita informação. Esse GAP entre a modelagem e a execução ocorre pois a modelagem é um meio que visa um fim, e não um fim. Ou seja, se meu objetivo final é automatizar, a modelagem vai seguir algumas regras e procedimentos. Se meu objetivo do projeto é entendimento ou melhoria, o desenho dos fluxogramas seguirá outras regras. Se meu objetivo é ISO, …..
Para cada fim almejado, um produto diferente sairá do mapeamento. E isso ocorre independente da notação que foi usada no desenho (BPMN, etc.) , e está atrelado, entre outras coisas, ao grau de detalhamento e visão do processo que está sendo trabalhado.
Isso não significa, nem de longe, que não possamos contratar fornecedores diferentes para cuidar de cada etapa. Mas significa que esse pessoal deve conversar antes, durante e depois do projeto.
ps.: na verdade, “automatizar”, “revisar”, ou “entender” também não são fins. São meios que levam aos fins reais, como diminuir custos, aumentar vendas, melhorar a qualidade, melhorar a produtividade, etc.
3 comentários 25 de Abril de 2007 às 21:47 Rafael Bortolini